Ninguém me ajudou a escolher as dez melhores cenas de dança da história do cinema, o que me leva a pensar em duas possibilidades:
1) As pessoas tinham mais o que fazer.
2) As pessoas me odeiam.
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AS 10 MELHORES CENAS DE DANÇA DO CINEMA
(assistidas por Kellen Moraes até agora)
Uma Thurman e John Travolta em Pulp Fiction: “C’est la vie, say the old folks. It goes to show you never can’t tell.” Não adianta, o refrão da musiquinha aí é chiclé. A dancinha de Mia Wallace e Vicent Vega, verdade seja dita, só é boa por causa do amadorismo dos dois. E por causa do som do Chuck Barry, lógico. Só não entendo como passei tantos anos da minha vida sem amar o Quentin Tarantino, c’est la vie (say the old folks …).
Matthew Broderick em Curtindo a vida adoidado: THEMOSTMOTHERFUCKER cena marcante da história dos adolescentes de todas as gerações! Ao som de Twist and Shout, Ferris Bueller juntou uma banda marcial, passou a perna em todos seus conhecidos e colocou toda cidade pra dançar.
Patrick Swaze e Jennifer Grey em Dirty Dancing, ritmo quente: eu tava nascendo e o Daudt morrendo quando o filmezinho bobo aí estreiou nos cinemas de Porto Alegre. Obviamente, só fui assistir alguns bons anos depois. E confesso: The time of my life, cantada por Bill Medley e Jennifer Warnes, na cena final, com o pulinho da nariguda da Jennifer (quem diria né, gente) sobre os braços do Ghost, mudou minha vida. E é por isso que eu jamais digo não a uma pista de dança.
Jim Carey e Cameron Diaz em O Máscara: quem esquece a seqüência de passos malucos do cara-verde na boate mafiosa Coco bongo? Tudo é perfeito aqui. A música, a fantasia e modelo vestidinho-sexy da Cam.
Al Pacino em Perfume de Mulher: “Dança comigo, Dona?” E entra o clássico Por una cabeza, do todo poderoso Carlos Gardel. Nem vou comentar essa cena – que tango é tango, Gardel é colombiano e Al pacino não é café.
Atrizes lado B em Coyote Ugly: o filme é de sessão da tarde, mas as cenas são fortes. Que mulher nunca sonhou em vestir a calça mais justa da face da terra, subir em no balcão de um inferninho qualquer, dançar como uma louca One way or another, cantada pela Blondie, colocar fogo no bar e ainda cuspir na bebida dos caras? A cena da dancinha de cowboy (girl) é simplesmente libertadora.
John Travolta em Os embalos de Sábado a noite: sim, de novo ele. E a cena é a clássica, You should be dancing (but not like Tony Manero) cantada pelos Bee Gees, enquanto Manero-Vega se acabava nas pistas da boate 2001 (cujo nome foi inspirado no filme do Kubrick, you know).
Freddie Prinze Jr em Ela é demais: sim, sim, sim. Podem protestar, mas a cena do baile, com toda high school dançando sincronizadamente The Rockafella Skank, do Fatboy Slim, é das mais contagiantes que eu já assisti.
Família estranha em Os fantasmas se divertem: ninguém jamais vai esquecer da mãe do Kevin, de Esqueceram de mim, dançando esdruxulamente Banana Song no clássico Bettlejuice (título original) – tempos em que Alec Baldwin era um pedação.
Jennifer Garner e Mark Ruffalo em De repente 30: essa é uma homenagem pra Rafaella Fraga que aprendeu a dançar Thriller, assistindo à cena em que a jornalista Jenna Rink salva a revista em que trabalha dançando Michael Jackson.
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E ainda: em homenagem ao Miguel Schertel, acrescento Tom Hanks e Robert Loggia dançando o “Danoninho” em cima de um piano no clássico Quero ser grande.
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Comentem, por favor.
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P.S. Excepcionalmente hoje não termos as clássicas seções “C’est la vie”, say the old folks e It’s a Jungle Out There.
A partir de agora meus títulos não terão mais nada a ver com meus textos.
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Hoje escrevo para fazer um pedido especial: quando vocês forem fazer o documentário sobre a minha vida, por favor, usem essa trilha:
É só por isso que eu amo o Yann Tiersen. Ele é lindo e é o mais promissor compositor de trilhas sonoras da atualidade (já que, ao que tudo indica, Philip Glass abandonou a sétima arte). Não que eu tenha savoir-faire para profundas análises. Mas acredito que todo mundo que assistiu O fabuloso destino de Amélie Poulain concorda comigo.
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Tô montando a lista das dez melhores cenas de dança do cinema. Pessoas-que-não-têm-nada-pra-fazer: me ajudem. Candidatos até agora: Perfume de mulher, Dirty Dancing, Pulp Fiction. Não vale musical por motivos óbvios.
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Desopilando os Chackras: a trilha de hoje é Penny Lane, dos Beatles, em homenagem à chuva. Sei lá por quê. Só sei que Penny Lane e Eleanor Rigby são as músicas que mais me remetem à chuva na vida. E como eu adoro chuva e só namoro se gostar de Beatles, taí.
67, patinete: a cena da quinta-feira sou eu caíndo de bunda no escada do que sobrou do supermercado de Tabaí – um dos locais atingidos pelo tornado de ontem. Chuva + barro + Kellenpateta = coxa roxa + calça encardida. Fui até lá para conseguir histórias diferentes para a Zero de hoje e tentar arrumar umas fotos antigas do lugar. Consegui. Acho que eles se sensibilizaram.
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Tô bem cansada e de saco cheio hoje. Então só passei pra dizer uma coisa: os paulistas têm toda razão. Não adianta, gente. Eles são melhores que nós.
Duvida?
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Foi a Erika Palomino quem disse: Peter, Björn and John tocam dia 23 e 24 de setembro lá na cidade dos mano. Sabe quanto? 40 pilas.
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Não digo mais nada.
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Ou melhor, digo sim: para quem não sabe, Peter, Björn and Jhon são o trio sueco responsável pela musiquinha do assobio (que vocês, meus conhecidos, devem saber qual é, já que eu obriguei todo mundo a escutar).
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E digo uma coisa: quem aí, por acaso, já conhece não venha me encher os tubos dizendo que isso não é novidade. Não tô nem aí pra novidade, OK?
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E digo mais: o clip de Young Folks também é bonitinho. Confere aí:
“C’est la vie”, say the old folks: eu nunca tive uma Barbie. Tô sentida por isso. Vida de suburbana é aquela coisa, a mãe comprando uma Bianca, Renata ou Lucy no 1,99. O ruim dessas é que o cabelo vem meio estranho – mais enredado que depois de usar aquele Garnier Frutics que, sério, ninguém merece. Eu não conseguia fazer penteados e, lógico, não impressionava o Ken do meu vizinho gay, que sempre acabava escolhendo a Barbie original da minha vizinha pati (para os parâmetros do subúrbio, lógico). Então, quem quiser me dar um presente, ainda tá valendo, ok?
It’s a Jungle Out There: eu ainda tô me recuperando do choque que levei ontem à noite. Quinta-feira, 28/08, 22h. Tô saíndo da Zero com o Ju, meu colega, e vamos para a parada esperar o Tí-One. O Ju pára mais perto do meio-fio e fica cuidando a Ipiranga, pra ver quando o ônibus se aproximar. De repente, um carrão, em alta velocidade vem pela avenida na direção Centro-Bairro e toca o carro pra cima da gente. Eu me assusto e pulo pra trás, mas o Ju não consegue. Então, nesse momento, alguém, que estava sentado na carona, coloca o braço pra fora da janela e bate com algum objeto contra o Juliano. Levamos, óbvio, um susto, provocado mais pelo barulho da pancada do que pela dor que o Ju sentiu, verdade seja dita. E o carro, claro, saiu em disparada, deixando os dois babacas aqui idiotizados com a cena, a tempo de não conseguir anotar a placa. Não sei o que eles queriam fazer. Não sei o que era o objeto (o Juli disse que era algo de metal). Mas pela primeira vez na vida, senti medo de verdade. E muita raiva.
Seguinte, rapazes: tô de saco cheio da crise dos 30 de vocês. Dá licença! Simplesmente todos meus amigos estão pirando por causa dessa maldita. Esses dias, o Jhônny Boy conversava comigo e com a Ju Machado, durante uma escapa para o café na Famecos. E, lógico, ratificou o que nós já sabíamos: vocês, garotos, a partir dos 25 anos, ficam simplesmente um porre com suas indecisões e crises existenciais.
Ok, isso não é para ser um papo Sex and the city. É só um argumento para um dos melhores filmes da minha vida. Meninos-vítimas-da-crise-dos-30, eu vos recomendo: O último beijo. Esqueçam o título comédia romântica, O último beijo é um longa italiano (assim parece cult) sobre a história de quatro amigos da famigerada faixa etária que seguem caminhos diferentes e começam a pirar com suas inquietações.
Inteligente. Divertido. Comovente. E perturbador. Fica a dica:
A propósito: não consegui uma versão com legenda. Nem em inglês. So…
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A propósito 2: sim, os americanos fizeram a versão deles. Mas vocês não vão fazer a bobagem de assistir a.
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A propósito 3: por via das dúvidas, o nome do último beijo ianque é Um beijo a mais.
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Eu preciso muito falar sobre o Batman – o cavaleiro das trevas, que assisti no sábado. Mas depois de um sonho muito estranho que eu tive essa noite com o Coringa, resolvi esperar um pouco, absorver bem a história, pra depois, sim, falar about.
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Só uma coisa:
“A loucura é como a gravidade: só precisa de um empurrãozinho”
by Heath Ledger as The Joker.
Desopilando os Chackras: Spiralling, do Keane merece. Até porque, fui perceber agora, Tom Chaplin deu um jeitinho naquele cabelo chanel e me pareceu até menos bochechudo por conta disso. Apesar de que o tudinho da banda ainda continua sendo Tim Rice-Oxley, o tecladista. Mas bem: estávamos falando da música. (…) Eu diria que ela é ok.
67, patinete: a cena de hoje vai ser o final de Reine sobre mim, um filme que eu vi com muita má vontade, pra ser sincera. Mas até que é bem ok. Tem uma ótima trilha sonora e o Adam Sendler convencendo que é ator. E, claro: a cena final com o Don Cheadle andando de patinete pelas ruas de NY ao som de Bruce Springsteen.
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Terça, no meio daquela linda tarde cinza de chuva porto-alegrense, fui na gráfica imprimir uma capa personalizada da Zero Hora, encomenda de uma cliente ricaça. Devia ser umas 15h, por aí, subo até o adm, “Oi, Lu. Inter amanhã!”, “Oi, Thiago. Quando é o casório?”, “Oi, Sandrinho. Preciso da grana pra imprimir as capas.”. Money no bolso, desço os quatro andares da Zero, espero meu carro na saída da Érico. Três minutos. Cinco minutos. Na avenida, sentido bairro-centro, uma Parati branca aproxima-se. “Carro discreto, melhor”, pensei. O carro pára. Abro a porta:
“Oi. É tu que vai me levar no centro?”
“Tu é a Ellen?”
“Não. Eu sou a Kellen.”
“Kelly?”
“Não. KeLLEN.”
(…)
“Ah, deve ser tu então. Entra aí.”
Kellen, eu – fiz questão de frisar o final. Cristiano, ele. Muito bem, Cristiano. André da Rocha, faz favor. Ok. Érico Veríssimo, Lima e Silva, André da Rocha. Desci – e voltei. Tinha me esquecido das folhas especiais. Merrrrrde. Sorry, Cris – que a essa altura eu tinha que ser querida com o motora.
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O Cristiano tem uma tática interessante. Depois de trabalhar como instrutor de auto-escola por uns bons anos, desenvolvera uma técnica para detectar o temperamento do aluno e, por sua vez, estabelecer um prognóstico de seu desempenho nas aulas e, dessa forma, visualizar o grau de envolvimento/quantidade de trabalho que ele, Cristiano, teria de dispor. Ok. É mais ou menos assim: o ser humano entra no carro e, depois das apresentações todas – Kellen, eu. Cristiano, ele. – e das primeiras explanações, oferece-se ao ser uma inofensiva bala (Halls, de preferência, que é universal).
A forma com a qual a criatura interage com a guloseima dentro da boca, acredita-se, é determinante na análise comportamental. Segundo o Cristiano, pessoas que a trituram de forma a semi-cerrar os olhinhos durante o ato denotam um perfil agressivo e ansioso. Já aqueles que intercalam chupadas frenéticas a movimentos circulares com o drops conduzido pela língua ao longo da cavidade bucal tendem a manter um comportamento estável, com sutis alterações de humor. E, por fim, constatou o motorista Cristino, o grupo de indivíduos os quais tem por hábito o costume de sustentar a bala por mais de uma hora dentro da boca, comprimindo-a contra as paredes internas bucais, a fim de formar prominências faciais no sentido centro-bairro, compõe a espécie dos chamados gente fina.
(…)
Foi o motorista Cristiano quem disse.
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Fazia tempo que eu não cruzava com o Cardoso. No sentido de conversar, digo. Dias atrás, quando pechei com ele no msn (é tudo assim agora), iniciamos a sessão habitual de elucubrações acerca de. E o mestre Cardoso falava da fragmentação do texto e das perspectivas do jornalismo impresso. E foi nesse momento que eu fui apresentada ao AXIOMA DO CHURRASCO:
Cardoso diz:
é o clássico AXIOMA DO CHURRASCO
Cardoso diz:
uso sempre
Cardoso diz:
funciona assim
Doente diz:
hahah
Doente diz:
genial
Cardoso diz:
se tu tem pouca carne em um churrasco
Cardoso diz:
tu serve em porções grandes
Cardoso diz:
que ninguém come tudo
Cardoso diz:
e sempre sobra
Cardoso diz:
agora, se tu tem MUITA carne
Cardoso diz:
serve picadinho
Cardoso diz:
que eu te garanto que o aproveitamento é maior
Cardoso diz:
assim é com o conteúdo na internet
Doente diz:
faz sentido.
Cardoso diz:
quanto mais picadinho, mais tu consome
Cardoso diz:
eu leio uma 30 páginas por dia se tu me der isso picado em 100 posts
Doente diz:
é, eu tb…
Cardoso diz:
mas quando alguém me manda uma matéria de 4 páginas no Guardian, eu só leio a primeira e a última
Cardoso diz:
(ou algo assim)
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A propósito: sim, eu estava DOENTE.
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“C’est la vie”, say the old folks: todo mundo lembra daquela sombrinha da Madonna, né? Branca, cara da rainha do POP desenhada em preto na lona, cabo em formato de cisne. Pois é. Eu nunca tive. Essas coisas mexem com a gente. Tava viajando pela intenet quando parei num post sei lá sobre quem no blog de não sei de quem que falava disso. Muita saudade. (snif) E essas recordações e memórias [modo irônico: on] me fizeram pensar que os ícones são cíclicos. Vejam só: agora temos Rihanna cantando with her ãmbruéla-ela-ela-ela-ê-ê-ê-ê-ê. Associação infame pra lá, passados 50 anos, tá mesmo na hora de começarmos a procurar uma substiituta, não?
It’s a Jungle Out There: fui no Iguatemi pagar umas contas (crediáriosuburbanoRennerC&A) e aproveitei para espiar as vitrines. Casaco de lã, revestimento interno, capuz, bolsos diagonais, 104 pilas. ÔPA. Entrei na loja. “Oi, moça. Queria ver aquelelá do vidro.” 40. “Tem tamanho 36?” Ela procura. Com o de quatro números maiores que o meu na mão, aproveito para espiar melhor o modelo. Os olhos param na etiqueta. QUATROCENTOS E QUATRO REAIS. Glup. Não era um número “1″ e sim um “4″. “Moça, achei um marrom”. É nesse momento que baixa a Julia Roberts em Uma linda mulher – que eu nunca perco a classe, lógico. Entro no provador. Experimento. Toma, sua bolsista suburbana! Toma, sua míope favelada! Fica totalmente excelente. Lindo. Sexy. Comovente. “Vou levar. Pode separar para mim? Acabei de voltar do clube e percebi que estou sem meu talão.” Quarta-feira de manhã e a pseudo-Bonequinha-de-Luxo aqui tava delirando com 38 de febre. Deus castiga.






