Ok


1 a 1
Agosto 14, 2008, 3:06 am
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Adoro o Ruy Castro. Cara, adoro o Ruy Castro. Sei que tô meio atrasada, mas comecei a ler O Anjo Pornográfico e, não bastasse a inclassificável história de Nelson Rodrigues, o jornalista consegue transformar cada detalhe da vida do teatrólogo em uma frase de efeito.

Reparem, quando qualifico como “frase de efeito” excertos do texto de Ruy Castro, não me refiro aos clichês medíocres e acéfalos que corroem a literatura descartável do século XXI. Ao contrário, antes são sacadas memoráveis, socos no estômago do leitor embasbacado - já “não bastasse a inclassiicável história de Nelson Rodrigues”, por si só.

 

Ele era baixo, robusto, compacto e tinha uma invejável fartura de cabelos pretos – inclusive nas sombrancelhas, que podiam ser penteadas com um ancinho.

O fígado em pandarecos não o impedia de tomar cerveja como se o planeta fosse interromper brevemente o plantio de cevada.

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Gol do Grêmio.

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Silêncio.

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Gol do Grêmio impedido.

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Pênalti para o Inter.

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Gol do Inter.

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A camisa vermelha, a cachaça na mão: o Gigante me espera, para começar a festa.

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Gol do Grêmio.

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“C’est la vie”, say the old folks: minha irmã fez 17 anos hoje. Ai, meu Deus, eu me lembro disso. Mas não por causa dos 17, lógico. Era a expectativa pelos 18. Carteira de identidade? Toma. Kellen in. O problema é que até hoje pedem. Desmoralização.

It’s a Jungle Out There: boto o fone com a música a todo volume no ônibus, sim! Antes eu ficava preocupada com os outros passageiros. Mas isso só até o dia em que bati boca com um chinelão que tava ouvindo o Bonde dos Dengosos, FORA DO FONE, a todo volume. (…) Ninguém me apoiou. Então, foda-se, eles que não reclamem. Eu escuto Beatles.